sexta-feira, 15 de outubro de 2010

foto de Loraine Oliveira para o Cubo Estética de Rodoviária


pergunta de Richard David Precht:

WER BIN ICH? und wenn ja, wie viele?
Quem sou eu? e quando sim, quantos?


WAS DARF ICH HOFFEN?
O que me é permitido desejar?


IST GLÜCK LERNBAR?

Se apreende felicidade?

quarta-feira, 13 de outubro de 2010


Bethanienhaus atelier de litografia em berlim e professor.

foto carla magalhães

"ESTAMOS CANSADOS DA ÁRVORE. NÃO DEVEMOS MAIS CRER NAS ÁRVORES, NAS RAÍZES, NAS RADÍCULAS, JÁ SOFREMOS MUITO. TODA CULTURA ARBORECENTE ESTÁ FUNDADA NELAS, DA BIOLOGIA À LINGUÍSTICA. AO CONTRÁRIO, NADA É BELO, NADA É AMOROSO, NADA É POLÍTICO, A NÃO SER OS CAULES SUBTERRÂNEOS E AS RAÍZES AÉREAS, A ADVENTÍCIA E O RIZOMA".

DO LIVRO "MILLE PLATEAUX", DE GILLES DELEUZE E FÉLIX GUATTARI CITADOS NO LIVRO "ESTÉTICA DA GINGA" DE PAOLA BERENSTEIN JACQUES
" CITAÇÃO DE ANDREW BENJAMIN, DO LIVRO " ESTÉTICA DA GINGA" DE PAOLA BERENSTEIN JACQUES.

"SERIA POSSÍVEL UMA ARQUITETURA DO ACONTECIMENTO? SE O QUE NOS CHEGA ASSIM NÃO VEM DE FORA, OU ANTES, SE ESSE NOS COMPROMETE COM AQUILO MESMO QUE SOMOS, HAVERIA UM AGORA DA ARQUITETURA? EM QUE SENTIDO?"

filme feito em berlim, 2007 por carla magalhães

HÉLIO OITICICA

Ofoto de carla magalhães, pintura sobre tela, fragmento, 2007


"FOI COM A MANGUEIRA QUE EU DESCOBRI QUE A DANÇA É A DANÇA QUE SE DANÇA. A ÚNICA DIFERENÇA QUE HÁ ENTRE SAMBA E ROCK É QUE NO SAMBA, VOCÊ TEM QUE SER INICIAD NELE, PRA VOCÊ PODER USUFRUIR DESSA DESCOBERTA DO CORPO DANÇANDO SOZINHO. AGORA, O ROCK DISPENSA ESSE ESTÁGIO DE INICIAÇÃO. AO PASSO QUE O SAMBA É UMA COISA MAIS LIGADA À TERRA, LIGADA A COISAS MÍTICAS DAS QUAIS O ROCK PRESCINDE. O ROCK JÁ SINTETIZA TUDO ISSO, VOCÊ JÁ É INICIADO DESDE QUE ELE TE ATINGE. O SAMBA, EU TIVE QUE IR A ELE."

HÉLIO OITICICA

terça-feira, 12 de outubro de 2010

trabalhos sobre papel e tela. Carla magalhães. Berlim, 2007


Concepção Nietzscheana de Niilismo

Niilismo passivo - Segundo Nietzsche, o niilismo passivo, ou niilismo incompleto, podia ser considerado uma evolução do indivíduo, mas jamais uma transvaloração ou mudança nos valores. Através do anarquismo ou socialismo compreende-se um avanço; porém, os valores demolidos darão lugar para novos valores. É a negação do desperdício da força vital na esperança vã de uma recompensa ou de um sentido para a vida; opondo-se frontalmente a autores socráticos e, obviamente, à moral cristã, nega que a vida deva ser regida por qualquer tipo de padrão moral tendo em vista um mundo superior, pois isso faz com que o homem minta a si próprio, falsifique-se, enquanto vive a vida fixado numa mentira. Assim no niilismo não se promove a criação de qualquer tipo de valores, já que ela é considerada uma atitude negativa.

Niilismo activo - ou niilismo-completo, é onde Nietzsche se coloca, considerando-se o primeiro niilista de facto, intitulando-se o niilista-clássico, prevendo o desenvolvimento e discussão de seu legado. Este segundo sentido segue o mesmo rumo, mas propõe uma atitude mais activa: renegando os valores metafísicos, redirecciona a sua força vital para a destruição da moral. No entanto, após essa destruição, tudo cai no vazio: a vida é desprovida de qualquer sentido, reina o absurdo e o niilista não pode ver outra alternativa senão esperar pela morte (ou provocá-la). No entanto, esse final não é, para Nietzsche, o fim último do niilismo: no momento em que o homem nega os valores de Deus, deve aprender a ver-se como criador de valores e no momento em que entende que não há nada de eterno após a vida, deve aprender a ver a vida como um eterno retorno, sem o qual o niilismo seria sempre um ciclo incompleto.


ARTIMANHAS DO DESEJO: O AMOR NIILISTA

TRABALHO EM PAPEL DE CARLA MAGALHÃES, BERLIM, 2007

O século XX é, como diz claramente Nietzsche, "é o século do niilismo que impregna a atmosfera cultural de toda uma época e transforma-se numa “categoria” fundamental no laboratório filosófico contemporâneo". Dentre os autores e movimentos mais significativos que se defrontaram com o conceito, Pecoraro destaca: Martin Heidegger, Ernst Jünger, o renovado pela filosofia nietzschiana na França particularmente as reflexões de Gilles Deleuze, a filosofia "desesperada e negativa" de Emil Cioran, a visão de niilismo como essência do Ocidente de Emanuele Severino, a obra de Jacques Derrida, as reflexões de Jean-Luc Nancy, o “pensamento fraco” e a apologia do niilismo de Gianni Vattimo.

FALHAR NA PERSPECTIVA E FAZER SOCIOLOGIA DAS APARÊNCIAS

O CORPO QUE PENSA

"TODA SOCIEDADE HUMANA PRODUZ UMA QUANTIDADE MÍNIMA DE MAU GOSTO QUE LHE É NECESSÁRIA PARA ESTABELECER SUAS NORMAS, HOMOLOGAR SEUS ARBÍTRIOS E ENTRETER SUAS AMBIÇÕES DE BOA CONSCIÊNCIA. ESSE DESEJO COLETIVO MÓRBIDO, QUE LEVA POR EXEMPLO AS PESSOAS A SE JUNTAREM ESPONTANEAMENTE PARA VER UMA BRIGA DE RUA OU UM ACIDENTE DE TRÁFEGO, É UM INGREDIENTE ESSENCIAL DA VIDA EM COMUM. TAL NECESSIDADE DE MAU GOSTO MUITAS VEZES SE MANIFESTOU COM CRUELDADE TRANQUILA. FOI O CASO DURANTE SÉCULOS QUANDO A ESCRAVIDÃO E O TRÁFICO DE NEGROS ERAM NÃO SÓ FORMAS BANAIS DE COMÉRCIO, MAS TAMBÉM A BASE DO DESENVOLVIMENTO SOCIAL DOS PAÍSES QUE SE PROCLAMAVAM OS MAIS AVANÇADOS DO PONTO DE VISTA MORAL E FILOSÓFICO".

P.130 DO LIVRO "NIILISMO E NEGRITUDE DE CÉLESTIN MONGA